| Educação, refundação dos sistemas educativos e Renascença africana |
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A refundação dos sistemas educativos africanos e da Diáspora impõe-se tanto mais que o nosso mundo tem mudado muito devido à mundialização caracterizada por uma competição implacável, na qual o progresso humano é totalmente dominado pela esfera do imaterial. As ideias prevalecem sobre os produtos.Comportamentos tais como imaginar, conceber, empreender, criar, contam pelo menos tanto como as matérias -primas. No hit parade das nações que lutam pela liderança económica e intelectual mundial, as cabeças é que vão fazer a diferença. Eis porque, alguns falam de indústrias das inteligências. Num contexto deste, a África e a sua Diáspora não podem entrar na era electrónica e na do numérico com um sistema educativo, com instrumentos e mecanismos de aprendizagem herdados da revolução industrial, isto é há pelo menos 150 anos. É preciso ousar pronunciar rupturas fundamentais, fixar-se um objectivo, isto é uma visão, determinar um horizonte e elaborar estratégias conceptuais e esquemas operacionais que se encarregam das necessidades fundamentais das populações, para os atingir. É preciso ousar mudar totalmente de paradigmas como o fizeram os tigres asiáticos dos quais alguns percorreram em 25 anos o caminho que a Europa fez num século. O novo sistema educativo da África da Renascença não pode ignorar por exemplo que hoje em dia as mundanças técnicas que trazem um valor acrescentado se realizam na indústria através de 4 sectores principais. 1. A difusão das máquinas-ferramentas com calculador integrado 2. O recurso a automatos que se podem programar 3. O uso de automatos cada vez mais complexos dotados de meios de compreensão do universo da tarefa 4. O desenvolvimento de técnicas de concepção, de fábrico e de gestão assistidos por computador O novo sistema educativo da África da Renascença além disso tem de optar resolutamente para o recurso sistemático às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), pois com o advento dos circuitos integrados, da tecnologia numérica, qualquer aprendente deve ser capaz de enfrentar a modernização sem precedente das redes de comunicação que se vai realizar nos próximos anos e que vai marcar : 1) O sector das transmissões banda larga e comutativa 2) O sector de aplicação dos multimédias 3) O sector das tecnologias sem fio 4) O sector das redes inteligentes Enfim o sistema educativo da Renascença africana tem de dar ao valor do trabalho e ao do esforço sustentado e duradouro um lugar capital. Um sistema educativo que ignora estas exigências só pode ficar a reboque. |






