Dança
Na África, a dança é a expressão tradicional dos sentimentos individuais e coletivos. Danças rituais do Mali, dança Tchébé sobre pernas de pau, dança guedra dos países saarianos, etc. Não há nada como a intensidade e a criatividade, como o ritmo e a diversidade das danças africanas, que revelaram ao mundo inteiro uma nova percepção do corpo em movimento. No continente americano, as danças africanas inventaram no Brasil e no Caribe, novos gestos e novos ritmos, mostrando ao resto do mundo durante o século XX uma criatividade e uma generosidade sem igual na história. Espírito da África, linguagem universal e imediata, as danças representam a poesia africana em estado puro. Hoje em dia, após ter conquistado os palcos e festivais internacionais nas tendências contemporâneas e tradicional contemporâneas, a dança negra atravessa uma nova etapa de sua eterna emergência.Fesman 2009 O FESMAN 2009 é uma vitrine sobre os fenômenos de mestiçagem dos diferentes estilos coreográficos Da dança tradicional à dança contemporânea, passando pelo jazz, o hip-hop, a capoeira, a bachata, a salsa... o Festival pretende incentivar a criatividade e abrir o caminho à identidade coletiva florescente. É um palco onde se encontram e se confrontam em paralelo várias disciplinas através das dimensões atuais do espetáculo vivo que modificam além das técnicas tradicionais, as técnicas corporais. Panorama das criações de artistas negros de todas as comunidades do mundo, o FESMAN 2009 pretende ser a tela da dança negra que de outro modo fermentou a massa de onde ela é originária. Artistas consagrados ou novatos vindos de mais de 80 países vão competir em concursos com o objetivo de conseguirem uma boa classificação, e também para defenderem as cores de seus países de origem. Artistas convidados, com fama internacional virão coroar a festa por meio de grandes representações, levando-a a sua apoteose. Colocado sob o tema da Renascença, o FESMAN 2009 espera suscitar nos espectadores, além dos espetáculos divertidos e de qualidade propostos, uma introspecção individual e coletiva, uma série de perguntas que incitam à uma reflexão importante sobre as relações universais entre os homens. Design Irredutível a seu exclusivo artesanato, o design africano combina capacidade forte de observação e um conhecimento profundo da utilidade do objeto. Matérias tradicionais, matérias novas, segredo ancestral e inovação: esta aliança de técnicas ancestrais e de expressões modernas, produz objetos livres de qualquer formalismo acadêmico, objetos vivos e conviviais como as relações humanas na cultura negro-africana, da qual eles provém. A escolha de materiais, e sua disponibilidade, leva a uma criatividade que provoca uma reflexão sobre os desafios de nossa época. A fibra, a madeira, sinônimos de tradição, trabalhados com a paciência, e a habilidade de um artesão, nos faz interrogar sobre a pertinência das matérias de substituição utilizadas em outras latitudes, principalmente os derivados do petróleo e dos metais. Da mesma maneira, a engenhosidade aplicada nas criações elaboradas a partir de materiais reciclados, de montagem à base de materiais encontrados, marcados pelo seu uso anterior, e muitas vezes procedentes precisamente da produção industrial, faz pensar ao mesmo tempo sobre a questão da reciclagem das marcas do nosso modo de vida atual e sobre a da própria natureza do design do século XXI, num processo onde a ética entra em diálogo com a estética. A herança cultural marca todas as formas de criação. Reinventar objetos tradicionais e dotá-los de uma modernidade transcontinental não é um reflexo de uma mundialização em curso, mas o de uma capacidade de integrar as influências exteriores para declinar sobre novos modos, gestos e intenções, profundamente ancorados na cultura local. Durante o FESMAN 2009, os grandes nomes do design africano serão representados numa exposição que reunirá mobiliário, criações têxteis e objetos. Quanto ao concurso, ele girará em torno do mobiliário e das criações têxteis, e a competição recompensará criações que se inscreverão na temática da “Renascença africana” e, entre outros aspectos, demonstrarão sua capacidade para ilustrar o impulso reivindicativo da identidade cultural negro africana. |
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Condições para Inscrição






Na África, a dança é a expressão tradicional dos sentimentos individuais e coletivos. Danças rituais do Mali, dança Tchébé sobre pernas de pau, dança guedra dos países saarianos, etc. Não há nada como a intensidade e a criatividade, como o ritmo e a diversidade das danças africanas, que revelaram ao mundo inteiro uma nova percepção do corpo em movimento. No continente americano, as danças africanas inventaram no Brasil e no Caribe, novos gestos e novos ritmos, mostrando ao resto do mundo durante o século XX uma criatividade e uma generosidade sem igual na história. Espírito da África, linguagem universal e imediata, as danças representam a poesia africana em estado puro. Hoje em dia, após ter conquistado os palcos e festivais internacionais nas tendências contemporâneas e tradicional contemporâneas, a dança negra atravessa uma nova etapa de sua eterna emergência.